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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

11
Abr19

Templos em Bangkok

Bangkok é sem dúvida uma cidade de contrastes, prova disso são os imensos templos que existem em plena cidade, e que nos fazem mergulhar instantaneamente noutro mundo. A religião budista está bem presente em toda a cidade, pois além dos enormes templos, há altares em cada esquina, onde os fiéis deixam as suas oferendas.

Acordamos bem cedo no nosso segundo dia na capital, para visitar alguns deles com um grupo orientado por uma divertida guia tailandesa que falava espanhol, ou mais portunhol para dizer a verdade. Ela foi-nos dando informações sobre tudo aquilo que víamos, sobre o país em si, sobre o significado de unir as mãos, gesto tão comum por aqui, até qual o melhor repelente para insetos a usar e as várias utilidades do famoso bálsamo de tigre. Guia mais completa não podíamos ter tido!

Começamos pelo Wat Sukhothai Traimit, em plena Chinatown de Bangkok. Aqui encontra-se o maior Buda de ouro maciço do mundo, que possui mais de cinco toneladas. Sem dúvida deslumbrante! Sendo o primeiro templo budista que visitamos, ficamos logo rendidos a cada pormenor. O brilho de cada detalhe, o tilintar dos sinos, os pés descalços e toda a harmonia sentida.

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Prosseguimos viagem até o Wat Pho, um dos maiores e mais antigos templos de Bangkok que possui mais de mil estátuas, e onde podemos ver o enorme Buda Reclinado. Aqui existem imensas estupas coloridas que albergam as cinzas de pessoas importantes da Tailândia, e vários pequenos jardins com pequenas estátuas. Um espaço verdadeiramente zen que adoramos percorrer, talvez também por não estar cheio de multidões à hora que fomos.

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Este templo é o berço da massagem tailandesa, pelo que se encontram aqui as famosas escolas. Podemos encontrar diversos manuscritos com os ensinamentos esculpidos em várias paredes, numa bonita forma de os eternizar.

Quanto ao Buda Reclinado com cerca de 43 metros de comprimento e 15 metros de altura, foi das estátuas mais difíceis de fotografar, vá-se lá saber porquê! É todo folheado a ouro e as solas dos seus sapatos esculpidas em madrepérola. Nestas magníficas solas podemos observar os 108 símbolos auspiciosos de Buda, ou seja as 108 encarnações de Siddhartha Gautama até alcançar o nirvana. Por este motivo o número 108 é considerado número da sorte por aqui.

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O Wat Benchamabophit ou The Marble Temple, é um dos templos mais modernos de Bangkok, feito de mármore importado de Itália.

Também este se encontrava com poucos turistas, o que lhe deu ainda mais encanto. Aqui podemos voltar a tocar nos sinos, em pleno silêncio, os quais nos ofereceram um som tão puro que nos encheu o coração de paz.

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Já de tarde, e não incluído no roteiro mas fortemente recomendado, fomos ao Grand Palace onde podemos encontrar o Wat Phra Kaew, o templo do Buda de Esmeralda.

O Grand Palace é a antiga casa da família real, o que rapidamente nos faz perceber toda a a beleza e exuberância do local. Os tons dourados, os mosaicos coloridos e os espelhos, tornam tudo absolutamente magnífico.

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Por possuir o Buda de Esmeralda, este torna-se um dos locais mais importantes e visitados de Bangkok, pois este é considerado o mais sagrado Buda de toda a Tailândia. Confirmamos que é um dos sítios mais visitados, pela enchente de gente que por lá encontramos, o que acaba por tirar algum do encanto, tornando difícil o momento de apreciar cada pormenor ou até fotografar. 

No entanto se pensamos que ao entrar no templo nos deparamos com uma estátua imponente, podemos sair completamente desiludidos. O Buda de Esmeralda, que na verdade é feito de jade, possui apenas 66 cm de altura! Tão pequeno e tão imponente, do qual não é permitido chegar muito perto, apenas aos tailandeses para que façam as suas orações. É um dos únicos templos que não pode ser fotografado, por isso ficam apenas as memórias visuais.

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Estafados de ter acordado bem cedo e do calor sufocante, demos por encerrada a descoberta dos templos com um refrescante gelado. Assim que resolvemos voltar para o hotel o marido insistiu em perguntar a um motorista de Tuk Tuk qual o preço, mesmo tendo eu avisado que estávamos um pouco longe, e que tínhamos era de apanhar um barco. Resultado, o motorista quando viu no mapa onde queríamos ir quase que nos chamou de tolos!

Quanto ao famoso Wat Arun, o templo do amanhecer, que é nada mais nada menos que a principal imagem associada a Bangkok, só o vimos mesmo de passagem, quando já íamos no dito barco para o hotel. Por distração ou mera estupidez, dei-me conta tarde demais que não o visitamos.  Este é mais um complexo de templos situado nas margens do rio Chao Phraya.

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Para visitar os templos da Tailândia tivemos atenção à indumentária, ou seja, nada de roupas consideradas provocantes, transparentes ou justas ao corpo, os ombros e pernas devem estar devidamente cobertos, e o calçado deve ser sempre deixado à entrada de cada templo. 

A espiritualidade está integrada da vida dos tailandeses, os quais têm a crença que a cabeça é a parte mais importante do corpo. Esta não deve ser tocada, pois representa a ligação do homem com o divino. Quanto aos pés, são considerados como impuros, e por esse motivo nunca se deve apontar os pés para as estátuas de Buda ou para os monges.

A visita aos templos foi algo, que apesar do calor que tivemos de suportar, nos fez ativar o modo zen em pleno coração de Bangkok, desfrutando desta cultura tão diferente.

Andar de pés descalços. O silêncio e o respeito. O sentar no chão e refletir mesmo que com tempo limitado. Admirar cada pormenor e sentir gratidão por ali estar. O som dos sinos, um dos mais bonitos que alguma vez ouvi na vida. Não há como não se apaixonar e não achar o budismo algo completamente fascinante!

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"Não habite no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente."

(Siddhartha Gautama, Buda)

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