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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

11
Dez19

Sal I

Cabo Verde foi o destino escolhido das últimas férias de verão, as quais foram mais cedo que o habitual, mais precisamente no mês de Junho. Não era um país que fizesse parte da minha lista infindável de lugares que sonho conhecer, mas depois de postas as cartas na mesa, ou seja outros destinos e orçamentos, dissemos sim a este país irmão. De entre as dez ilhas que fazem parte de Cabo Verde, a pequena ilha do Sal foi a eleita.
Depois de um voo Porto Lisboa atrasado, e de uma avaria no avião que seguia para Cabo Verde, finalmente chegamos ao Sal já passava da meia noite. Passamos pelas formalidades para entrar no país, recuperamos as nossas malas e saímos do aeroporto. Assim que vimos o autocarro que nos levaria ao hotel, sentimos que deixamos 2019 para trás naquele instante. Um pequeno autocarro de aspeto vintage, com um atrelado para as nossas malas, estava ali pronto a levar-nos para uma nova aventura. A viagem foi breve, entre a escuridão e a calma da noite, não nos deixando nenhuma hipótese de vislumbrar aquilo que nos aguardava nos dias seguintes. Restou-nos largar as malas no chão do bungalow e descansar.
Acordamos no dia seguinte com o brilho do sol, o azul do céu e o verde das palmeiras a entrar janela dentro. Não demorou muito a que saíssemos do quarto, para depois de um pequeno-almoço recheado, irmos descobrir a praia de Santa Maria que estava a poucos metros dali. Deparamos-nos com um mar paradisíaco, de um azul turquesa tão intenso, que penso que seja o tom de água mais bonito que vi até hoje. Não foi preciso muito para mergulharmos no nosso primeiro banho do ano!

Após este primeiro contacto com Cabo Verde, resolvemos por os pés na rua e conhecer a pequena vila de Santa Maria. Além de descobrir, íamos também com a missão de comprar um cartão de telefone, pois já estávamos há mais de um dia incontactáveis, e convinha avisar a família que tudo estava bem. Sim, porque a minha mãe a esta hora já estava a fazer filmes de rapto na cabeça dela!
Pelo caminho fomos abordados imensas vezes pelos típicos vendedores de rua, o que pode se tornar chato quando estamos de férias, confesso. De entre tantos que cruzamos durante a nossa estadia, tentamos sempre privilegiar os vendedores cabo-verdianos, o que é fácil de perceber quais são, não fossem falar português. Digo isto, porque existem muitos vendedores senegaleses. No meio disto tudo, fomos rapidamente bombardeados pelo lema de Cabo Verde, que é nada mais tão simples que "No stress". 
Se inicialmente pensamos que este lema era somente ligado ao facto de estarmos num lugar paradisíaco onde podemos descansar e relaxar, ao longo dos dias fomos compreendendo melhor o significado de viver sem stress por aqui. A primeira situação que nos fez ver, que mais que um lema, é uma forma de vida, foi quando entramos na primeira loja de telecomunicações para comprar então um cartão de telemóvel. Esperamos, esperamos e esperamos. A senhora atendia tranquilamente um cliente, com tantos outros ali à espera. Ficamos ali um bom pedaço de tempo, e eu que até sou paciente, o meu lado stressado acabou por vir ao de cima e desisti daquela loja. Acabamos por encontrar outra loja, compramos o cartão e finalmente pude dizer a minha mãe no stress, estou viva!

31
Out19

Florença

Itália sempre foi o país pelo qual me senti apaixonada sem ainda o conhecer. Não sei realmente porquê, mas sempre houve algo que me fascinava nele. Como dizem, há amores que não se explicam! Florença era então a cidade com a qual mais sonhava sempre que imaginava Itália, de tal maneira que fazia parte da minha lista de sonhos a concretizar. Não era um sonho assim tão difícil de concretizar, em comparação com outros, mas a verdade é que às vezes há coisas que estão ao nosso alcance que simplesmente deixamos passar ao lado, à espera do melhor momento. E porque não tomar o agora como o melhor momento?
Depois de conhecer Roma há dois anos, Pisa na véspera, e após uma hora de viagem de comboio, finalmente cheguei a Florença no dia dos meus trinta anos. Parti à descoberta de sorriso no rosto, e de coração feliz por ali estar. Saímos da estação, começando pela Piazza Santa Maria Novella, prosseguindo pelas ruas de Florença sem ajuda de mapas. Quantos mais passos dávamos, mais deslumbrados ficávamos.

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Chegamos à Piazza della Signoria, uma simpática praça, onde podemos encontrar o Palazzo Vecchio, sede da prefeitura e museu. Imediatamente ao lado do palácio está a Loggia dei Lanzi, um museu ao ar livre com diversas esculturas. Por aqui encontramos-nos com o famoso David, de Michelangelo! Uma das muitas réplicas, visto que a escultura original encontra-se na Galleria dell'Accademia.

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O Palazzo Vecchio está ligado à Galleria degli Uffizi e ao Palazzo Pitti através do Vasari Corridor. Este era um corredor privado dos Médici, o qual está forrado por pinturas. O palácio Pitti era o antigo lar dos Grandes Duques da Toscana, tendo albergado importantes famílias como por exemplo os Bonaparte.
Florença é sem a menor dúvida, uma cidade repleta de arte e imenso charme. Fomos acolhidos por um tempo tão bom para um mês de Fevereiro, que preferimos apreciar a beleza das ruas e praças, dos edifícios e monumentos, das pontes e do rio, e até da maravilhosa gastronomia. Com isto tudo e dois dias de sol, deixamos completamente de lado os museus.

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Já nos questionávamos se Florença não era tão ou mais bonita que Roma, até conhecermos a Piazza del Duomo com o imponente Duomo. Nem de longe as imagens vistas previamente na internet, fazem jus a ver esta catedral gótica ao vivo. Entre os tons de mármore verde, rosa e branco, ficamos colados a olhar para a catedral de Santa Maria del Fiore. Bellissima!

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10
Set19

Pisa

Em Fevereiro despedi-me dos 29 viajando até Itália, mais precisamente até Pisa. Entre vários destinos ponderados, não pensei que fosse voltar a Itália onde tinha estado há dois anos atrás. Porém, desta vez incluí no roteiro a cidade que sempre sonhei conhecer, Florença! Mas comecemos por Pisa, a cidade que foi o ponto de partida, na qual aterramos na véspera do meu aniversário.

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Depois de uma breve viagem de comboio chegamos ao centro da cidade de Pisa, e sem ainda ter visto a emblemática torre, já estávamos encantados com a cidade que é banhada pelo rio Arno. Entramos Pisa adentro, em direção a um dos mais famosos monumentos do mundo. Com bilhetes comprados antecipadamente e hora marcada, não tínhamos tempo a perder.

Assim que chegamos à Piazza del Duomo e começamos a avistar a torre, foi sem dúvida uma surpresa, pois não pensávamos que ela fosse tão bonita e tão original ao vivo. A surpresa continuou assim que entramos dentro, e constatamos por nós mesmos a inclinação que se torna ainda mais evidente ao longo da subida e descida da torre. No topo da Torre de Pisa, fomos brindados com uma vista incrível sobre a cidade.

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Depois de andarmos às voltas dentro de uma torre inclinada, decidimos visitar a Catedral de Pisa assim como o Batistério que se encontram no mesmo local, o que infelizmente acabamos por não fazer, porque estavam a encerrar. Posto isto, sobrou-nos tempo para o quê? Para as típicas fotografias ridículas com a famosa torre! É mesmo ridículo a quantidade de gente em poses bizarras, mas ao mesmo tempo é algo absolutamente impossível de não fazer estando lá!

12
Ago19

Railay Beach

A nossa estadia por Ao Nang foi a parte mais relaxada desta viagem à Tailândia, onde aproveitamos para descansar e repor energias de todas as emoções vivenciadas no nosso casamento. No entanto, com vários dias de dolce far niente, quisemos mexer um bocado daquele lugar para conhecer outras praias. Não muito longe dali, encontrava-se a praia que mais adoramos: Railay Beach. Visto o barco ser o único meio de transporte que nos podia levar lá, apanhamos um dos típicos long tail boat em Ao Nang, e lá fomos nós rumo a este paraíso.
Assim que desembarcamos, em modo meio corpo no mar e não pé na areia, ficamos imediatamente rendidos e com vontade de explorar e aproveitar este lugar. Um lugar repleto de palmeiras, areia, sol e boas energias.

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Antes de nos entregarmos a mergulhos e banhos de sol, partimos explorar as ruas que se revelaram uma autêntica surpresa. Ruas com um ambiente bastante alternativo, mas ao mesmo tempo um ambiente que vai de encontro com as boas ondas que a praia nos transmite. Vários comércios, restaurantes e bares de reggae, onde apesar de ser ilegal, existe consumo de droga. Num deles estavam expostas várias bandeiras, e rapidamente encontramos a nossa, a qual apontamos com todo o orgulho. Nisto um senhor de calça vermelha e plumas no cabelo, viu-nos e veio falar-nos num português um pouco arranhado, perguntando-nos se éramos portugueses. Respondemos que sim, ao que ele apontou para o carrinho onde se encontrava uma criança, e disse "Este é o meu filho. Filho de índio português!". Uma situação tão caricata, da qual saímos com um sorriso tonto no rosto!

24
Jul19

Phi Phi

Ir à Tailândia e não ir às Phi Phi, é como ir a Roma e não ver o Papa, se bem que fui a Roma e não o vi! A viagem às ilhas Phi Phi estava incluída no nosso roteiro pela Tailândia, sendo uma das coisas pelas quais estávamos bastante ansiosos.
Num dos dias por Ao Nang, fomos ter ao cais de embarque onde entramos num Speed Boat, o qual nos levaria ao paraíso. Colocamos os coletes e rapidamente percebemos o nome destes barcos, quando ele navegava literalmente aos saltos contra as ondas do mar. Tínhamos quarenta e dois quilómetros pela frente, mais de uma hora de viagem marítima.
A primeira paragem deu-se na ilha de Bamboo, uma pequeníssima ilha de areia branca, mar cristalino e muitas árvores, onde numa visita breve aproveitamos logo para dar o primeiro mergulho. Não houve muito tempo para fotografias aqui, mas a praia era absolutamente incrível.

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Depois de refrescados prosseguimos viagem, agora sim para as Phi Phi, mas antes de pormos o pé em terra firme mergulhamos em dois lugares diferentes para praticar snorkeling à volta da ilha. Paramos numa zona bem calma, onde de friozinho na barriga lá nos atiramos do barco para ficarmos a boiar nas maravilhosas águas tailandesas. Nadamos felizes por estarmos nas míticas ilhas Phi Phi. 
Mergulhamos de seguida num ambiente bem mais agitado, devido às ondas existentes no lugar onde o barco nos levou. Para além das ondas, inúmeros corais e peixes surgiram diante dos nossos olhos. À felicidade de ali estar, juntou-se a gratidão.

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