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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

22
Mar16

L'union fait la force

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Mais uma vez a Europa foi alvo de terríveis ataques, mais precisamente no seu coração, Bruxelas. A vida de inocentes foi levada, porque infelizmente estes estavam no sítio errado à hora errada.

Continuo sem conseguir compreender como é que em pleno século XXI o ser humano é capaz de cometer actos desta dimensão. Nunca imaginei que a guerra viesse parar aqui, onde sempre achei que estivéssemos em segurança e em paz. Hoje sinto que não.

Apesar de tudo devemos continuar unidos e acreditar que vamos vencer esta estúpida guerra, porque como diz o fantástico lema da Bélgica a união faz a força!

16
Nov15

Imagine

Mais uma vez a França foi alvo de um atentado. Mais uma vez vidas inocentes foram levadas. Mais uma vez o medo se instala.

No dia sete de Janeiro acordei sobressaltada com a notícia dos atentados no Charlie Hebdo, que se seguiram com a fuga dos terroristas e por fim um desfecho fatal no Hyper Casher.

Esse período foi um pouco difícil de viver, em que sair à rua e estar num simples centro comercial me deixavam um pouco desconfortável. Entretanto viajei até Portugal e esses sentimentos de medo e desconfiança desvaneceram...

Na passada sexta-feira, treze de Novembro, enquanto tomava café com os meus amigos portugueses aqui em França, olhei para a televisão e vi a primeira notícia a anunciar um tiroteio em Paris com oito mortos. A partir daí os acontecimentos foram evoluindo, para pior. As notícias começaram a tornar-se cada vez mais alarmantes. Kamikazes, reféns numa sala de concertos, e o número de mortos não parava de aumentar...

No sábado e domingo estive a trabalhar, e é óbvio que não se falava de outra coisa. A convicção de que estamos cada vez mais perto de uma terceira guerra mundial era partilhada por todos.

Hoje encontro-me de folga em casa, e caindo na realidade dos acontecimentos, as lágrimas acabaram por cair. Caíram face às notícias, durante o minuto de silêncio e enquanto ouvia o sino da igreja a tocar calmamente, durante um pequeno mas longo momento. Ás lágrimas, juntam-se os arrepios, arrepios estes que me acompanham desde sexta-feira, a cada notícia que leio ou ouço.

Um cenário horrível aconteceu aqui tão perto, na capital do país que me viu nascer e que me acolheu recentemente. É surreal.

Hoje sinto-me vazia. Vazia de esperança e fé. Tenho o mau pressentimento que isto não vai melhorar, pelo contrário. Se ainda há dias conheci a iniciativa Aylan Kurdi Caravan que me tinha renovado de esperança, na passada sexta-feira senti toda essa esperança ser levada de rompante.

Sempre fui apologista da paz e sempre me senti tocada pelo mal que há no mundo... hoje sinto que ele vai continuar, e quem sabe vencer. 

Já só penso em viver intensamente. A nossa vida é tão efémera e pode ser levada por razões tão incompreensíveis.

No meio disto tudo, não me sai da cabeça a música Imagine do John Lennon, pois sinto que o que nos resta é imaginar...

 

"Imagine there's no countries, it isn't hard to do. Nothing to kill or die for, and no religion too."

(John Lennon)

08
Jan15

Liberté Egalité Fraternité

Charlie Hebdo é um jornal semanal satírico francês. Completamente a favor da liberdade de expressão este publica crónicas, relatórios, caricaturas sobre os mais variados temas que por algum motivo causam polémica. Ocasionalmente fazem trabalho de investigação publicando posteriormente as suas reportagens. Política, economia, sociedade francesa e religião, são os seus principais temas.

Devido aos temas abordados, obviamente que se tornou rapidamente num jornal bem polémico e pouco apreciado por aqueles que se sentem de alguma forma visados, pelo que este foi alvo de muitas queixas e ameaças.

Ontem dia sete de Janeiro de 2015 a sede deste semanário, criado por volta de 1970, sofreu um ataque terrorista. Um total de 12 mortos, 4 feridos em estado grave e mais algumas dezenas de pessoas em estado de choque.

Esta manhã outro tiroteio na zona sul de Paris que mais uma vez fez duas vítimas, em que uma delas acabou por morrer. Ainda não se sabe exactamente se este tiroteio tem ligação com o de ontem.

Agora pergunto-me, como sempre me perguntei, como é que nós seres humanos somos capazes de cometer tamanhas barbaridades. Como é possível atacarmos o nosso próximo sem piedade e sem motivos suficientemente válidos, e neste caso em nome da religião? Desde quando é que um deus nos leva a cometer actos deste género, em seu nome? Estas são algumas das muitas perguntas às quais nunca teremos respostas que nos satisfaçam.

Como a maior parte dos cidadãos em França e do resto do mundo, também eu fiquei tocada com estes acontecimentos não fossem estes terem acontecido a apenas uma dezena de quilómetros de onde vivo actualmente. Além de tocada, sinto-me obviamente assustada e com algum receio de sair à rua. 

Só espero que estes acontecimentos encontrem o seu fim, e só peço ao meu Deus que não hajam repercussões negativas quando os culpados forem encontrados.

Gostava que um dia assistíssemos ao lema da República Francesa aplicado em todo o seu esplendor.

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