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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

12
Ago19

Railay Beach

A nossa estadia por Ao Nang foi a parte mais relaxada desta viagem à Tailândia, onde aproveitamos para descansar e repor energias de todas as emoções vivenciadas no nosso casamento. No entanto, com vários dias de dolce far niente, quisemos mexer um bocado daquele lugar para conhecer outras praias. Não muito longe dali, encontrava-se a praia que mais adoramos: Railay Beach. Visto o barco ser o único meio de transporte que nos podia levar lá, apanhamos um dos típicos long tail boat em Ao Nang, e lá fomos nós rumo a este paraíso.
Assim que desembarcamos, em modo meio corpo no mar e não pé na areia, ficamos imediatamente rendidos e com vontade de explorar e aproveitar este lugar. Um lugar repleto de palmeiras, areia, sol e boas energias.

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Antes de nos entregarmos a mergulhos e banhos de sol, partimos explorar as ruas que se revelaram uma autêntica surpresa. Ruas com um ambiente bastante alternativo, mas ao mesmo tempo um ambiente que vai de encontro com as boas ondas que a praia nos transmite. Vários comércios, restaurantes e bares de reggae, onde apesar de ser ilegal, existe consumo de droga. Num deles estavam expostas várias bandeiras, e rapidamente encontramos a nossa, a qual apontamos com todo o orgulho. Nisto um senhor de calça vermelha e plumas no cabelo, viu-nos e veio falar-nos num português um pouco arranhado, perguntando-nos se éramos portugueses. Respondemos que sim, ao que ele apontou para o carrinho onde se encontrava uma criança, e disse "Este é o meu filho. Filho de índio português!". Uma situação tão caricata, da qual saímos com um sorriso tonto no rosto!

24
Jul19

Phi Phi

Ir à Tailândia e não ir às Phi Phi, é como ir a Roma e não ver o Papa, se bem que fui a Roma e não o vi! A viagem às ilhas Phi Phi estava incluída no nosso roteiro pela Tailândia, sendo uma das coisas pelas quais estávamos bastante ansiosos.
Num dos dias por Ao Nang, fomos ter ao cais de embarque onde entramos num Speed Boat, o qual nos levaria ao paraíso. Colocamos os coletes e rapidamente percebemos o nome destes barcos, quando ele navegava literalmente aos saltos contra as ondas do mar. Tínhamos quarenta e dois quilómetros pela frente, mais de uma hora de viagem marítima.
A primeira paragem deu-se na ilha de Bamboo, uma pequeníssima ilha de areia branca, mar cristalino e muitas árvores, onde numa visita breve aproveitamos logo para dar o primeiro mergulho. Não houve muito tempo para fotografias aqui, mas a praia era absolutamente incrível.

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Depois de refrescados prosseguimos viagem, agora sim para as Phi Phi, mas antes de pormos o pé em terra firme mergulhamos em dois lugares diferentes para praticar snorkeling à volta da ilha. Paramos numa zona bem calma, onde de friozinho na barriga lá nos atiramos do barco para ficarmos a boiar nas maravilhosas águas tailandesas. Nadamos felizes por estarmos nas míticas ilhas Phi Phi. 
Mergulhamos de seguida num ambiente bem mais agitado, devido às ondas existentes no lugar onde o barco nos levou. Para além das ondas, inúmeros corais e peixes surgiram diante dos nossos olhos. À felicidade de ali estar, juntou-se a gratidão.

15
Jul19

Ao Nang

Ao Nang foi a praia onde ficamos hospedados na segunda parte da nossa lua de mel, após a nossa passagem pela capital da Tailândia. Depois de uma hora de voo entre Bangkok e Krabi, chegamos a este cantinho da Tailândia já de noite, o que nos deixou cheios de expectativas. Fomos acompanhados até ao nosso quarto, num misto de excitação e de receio daquilo que nos cercava sem que pudéssemos ver. Um destino desconhecido à noite, com um mar propenso a tsunamis a uns meros 50 metros, e o ruído intenso de insetos e outros animais, pode revelar-se um pouco assustador. Mas no final só aumentou o deslumbramento assim que acordamos na manhã seguinte.

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Situada no sul da província de Krabi, Ao Nang revelou-se um lugar bastante tranquilo rodeado de falésias, floresta, mar e inúmeras ilhas no horizonte. A partir daqui é possível partir à descoberta de um número infinito de pedaços de paraíso, incluindo as famosas ilhas Phi Phi. 

A nossa estadia em Ao Nang teve dias de autêntico dolce far niente, com dias a começar por um pequeno-almoço bem recheado. Aliás, uma das recordações mais relaxantes que guardo, são os pequenos-almoços tomados em frente ao mar de Andamão. Rodeada de paz, o som das calmas ondas do mar e uma música bem zen de fundo, não há como começar os dias de melhor maneira. Sinto realmente saudade quando relembro estes momentos.

Não havia nada que parasse esta doce preguiça, nem mesmo a chuva torrencial que apareceu uma ou duas vezes, e que nos deu ainda mais vontade de saltar para dentro da piscina!

À noite percorríamos as ruas à beira-mar repletas de restaurantes, lojas de recordações e diversos bares. Jantávamos a maior parte das vezes virados para o mar, acabando num bar para ouvir música ao vivo com um daiquiri de maracujá a acompanhar.

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Também houve dias de aventura e descoberta, quando fomos conhecer outros lugares, e até quando decidimos experimentar a típica massagem tailandesa! Por entre tantas massagens propostas em cada esquina, escolhemos a tradicional numa tenda bem em frente ao mar. Fomos surpreendidos por uma massagem tudo menos relaxante no momento, até um pouco bruta, em que ouvimos estalar cada osso do nosso corpo! Até os mais pequenos não foram poupados, como foi o caso dos dedos dos pés. Valeu-nos umas inspirações profundas, uns gritinhos, gargalhadas e por fim um corpo renovado.

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Não foi só a massagem que me renovou o corpo e a alma, foi um todo chamado Tailândia!

10
Mai19

Damnoen Saduak Floating Market

Depois da descoberta do Maeklong Railway Market e da Coconut Sugar Farm, prosseguimos viagem até Damnoen Saduak para conhecer o famoso Floating Market, um dos mais famosos e antigos mercados flutuantes. Este tipo de mercado é bem tradicional na Tailândia, havendo vários deles que se tornaram bastante turísticos, para não dizer demasiado, como é o caso deste.

Assim que chegamos constatamos isso mesmo, não tivéssemos que esperar pela nossa vez de embarcar. Enquanto saboreámos uma água fresca e fatias de melancia também frescas, a ansiedade foi aumentando, ainda mais quando vimos a velocidade a que saiam os barcos dali.

Chegou então a nossa vez de entrar num barco, onde só íamos os dois, com a nossa querida guia e o senhor que guiava. Começamos a travessia pelos arredores do mercado, onde diante dos nossos olhos surgiu uma pequena vila nas margens do canal, onde várias habitações típicas se encontram praticamente em cima da água.

Pelo facto de viverem nas margens de um canal, os habitantes locais acabaram por desenvolver ali os seus negócios, pelo que mesmo antes de chegar ao mercado, encontramos algumas lojinhas por ali.

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Apesar do movimento dos barcos nos canais, as habitações encontram-se num ambiente calmo e tranquilo, contrariamente ao cenário que se revelou assim que entramos finalmente dentro do mercado. O canal que até então era suficientemente largo, estreitou e uma confusão de barcos, rostos, ruídos e odores, envolveu-nos como dois braços que apertam sem querer largar. Rapidamente o trânsito parou, literalmente, e ficamos ali como que à deriva, encalhados em pleno mercado flutuante na Tailândia.

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07
Mai19

Coconut sugar farm

No dia em que visitamos o Maeklong Railway Market, visitamos também o famoso Floating Market, mas antes disso passamos na Coconut Sugar Farm que se localiza a cerca de 4km do mercado. A Coconut Sugar Farm, é como o nome indica, uma fábrica de açúcar de coco! Fomos mais uma vez apanhados de surpresa, visto que não contávamos com esta paragem.

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Inserida num lugar isolado e repleto de coqueiros, foi-nos explicado muito brevemente o processo de produção do açúcar através do coco, realizado aqui de forma manual e tradicional. Também referiram os múltiplos usos deste fruto, desde leite de coco a utensílios feitos com a sua casca.

No meio da visita testamos um equipamento bem rudimentar para ralar coco, que nos fez soltar umas boas gargalhadas, e provamos algumas coisas.

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Como seria de esperar, encontramos aqui uma loja com toda uma variedade de recordações feitas de coco e não só. Rapidamente se chega a conclusão que esta paragem, é feita de forma a que os turistas gastem ali o seu dinheiro, o que não condeno, pois para nós foi uma oportunidade de aprender coisas novas. Além disso podemos entrar na casa das pessoas que lá trabalham, não sem antes retirarmos o nosso calçado. Num ambiente de silêncio e calma, mergulhamos no íntimo de um lar tailandês.

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Uma visita breve e doce que não deixamos de adorar.

18
Abr19

Maeklong Railway Market

Encantados com o lado espiritual da Tailândia, acordamos para mais um dia de descoberta desta vez fora da capital. No roteiro deste dia estava programado conhecermos o famoso mercado flutuante, pelo que estávamos mais que entusiasmados. Partimos do hotel na companhia de um motorista e de uma guia, desta vez inglesa.

Inicialmente pensamos que iríamos buscar mais pessoas, mas acabámos por chegar à conclusão que iríamos ser apenas nós naquela excursão. Confesso que estranhamos um pouco, para não dizer bastante, sermos apenas dois turistas numa carrinha que dava para mais de sete pessoas, com tantos quilómetros pela frente. Fizemos mil e um filmes na nossa cabeça, desde sequestro a tráfico de órgãos! A verdade é que para além de termos tido um dia espetacular, tivemos do nosso lado a guia mais simpática e generosa de sempre. A nossa mente às vezes vai longe demais!

Durante o trajeto, no qual pensávamos estar a ir para o Floating Market, descobrimos que passaríamos primeiro no Maeklong Railway Market, um mercado não incluído no roteiro, e que estávamos com imensa pena de não conhecer. Escusado será dizer que o entusiasmo só aumentou!

Começamos então a aventura deste dia a mais de 70 quilómetros de Bangkok, mais precisamente em Samut Songkhram, sentados num bar colado a uma linha férrea, com vista para o mercado que se desenrolava ali mesmo. Pedi um smoothie de maracujá, enquanto aguardamos pela passagem do comboio.

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O Maeklong Railway Market é um mercado que acontece em plena linha férrea, a qual continua operacional. Tudo isto tem o seu lado insólito e surreal, por isso dá para imaginar a excitação que estávamos a sentir naquele momento, certo?

Enquanto esperamos, saboreámos as nossas bebidas, trocamos dois dedos de conversa com a nossa guia e eu deliciei-me com um doce feito com côco, que o dono do bar me ofereceu.

Assim que a hora do comboio se aproximou, começou todo o frenesim à volta da sua passagem. O levantar dos toldos, o afastar da linha férrea, e todos os tipos de máquinas fotográficas prontas a captar o momento. Algo sem dúvida diferente, e que estávamos prestes a ver ao vivo e a cores.

O comboio foi-se aproximando lançando as suas típicas buzinadelas, e a admiração foi sendo cada vez maior quanto mais perto ele estava de nós. Num momento ele abrandou um pouco e os motoristas foram brindados com bebidas, enquanto que os passageiros ganharam sorrisos e acenos de mão.

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11
Abr19

Templos em Bangkok

Bangkok é sem dúvida uma cidade de contrastes, prova disso são os imensos templos que existem em plena cidade, e que nos fazem mergulhar instantaneamente noutro mundo. A religião budista está bem presente em toda a cidade, pois além dos enormes templos, há altares em cada esquina, onde os fiéis deixam as suas oferendas.

Acordamos bem cedo no nosso segundo dia na capital, para visitar alguns deles com um grupo orientado por uma divertida guia tailandesa que falava espanhol, ou mais portunhol para dizer a verdade. Ela foi-nos dando informações sobre tudo aquilo que víamos, sobre o país em si, sobre o significado de unir as mãos, gesto tão comum por aqui, até qual o melhor repelente para insetos a usar e as várias utilidades do famoso bálsamo de tigre. Guia mais completa não podíamos ter tido!

Começamos pelo Wat Sukhothai Traimit, em plena Chinatown de Bangkok. Aqui encontra-se o maior Buda de ouro maciço do mundo, que possui mais de cinco toneladas. Sem dúvida deslumbrante! Sendo o primeiro templo budista que visitamos, ficamos logo rendidos a cada pormenor. O brilho de cada detalhe, o tilintar dos sinos, os pés descalços e toda a harmonia sentida.

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Prosseguimos viagem até o Wat Pho, um dos maiores e mais antigos templos de Bangkok que possui mais de mil estátuas, e onde podemos ver o enorme Buda Reclinado. Aqui existem imensas estupas coloridas que albergam as cinzas de pessoas importantes da Tailândia, e vários pequenos jardins com pequenas estátuas. Um espaço verdadeiramente zen que adoramos percorrer, talvez também por não estar cheio de multidões à hora que fomos.

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Este templo é o berço da massagem tailandesa, pelo que se encontram aqui as famosas escolas. Podemos encontrar diversos manuscritos com os ensinamentos esculpidos em várias paredes, numa bonita forma de os eternizar.

Quanto ao Buda Reclinado com cerca de 43 metros de comprimento e 15 metros de altura, foi das estátuas mais difíceis de fotografar, vá-se lá saber porquê! É todo folheado a ouro e as solas dos seus sapatos esculpidas em madrepérola. Nestas magníficas solas podemos observar os 108 símbolos auspiciosos de Buda, ou seja as 108 encarnações de Siddhartha Gautama até alcançar o nirvana. Por este motivo o número 108 é considerado número da sorte por aqui.

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