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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

28
Nov19

O Natal chegou a casa

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Hoje foi a sétima vez que fizemos o pinheirinho de natal juntos, cá em casa. A casa que partilhamos a quilómetros de distância do nosso verdadeiro lar, numa tradição que não deixamos de cumprir. A casa onde passamos a maioria dos natais, sozinhos, com amigos e raras vezes a família. A casa que nesta data nos reúne fugazmente, entre turnos de trabalho. A casa que apesar de toda a decoração e a nossa boa vontade, lhe falta a verdadeira essência desta época. A casa, que não consigo chamar verdadeiramente de lar. Porque esse, como sempre ouvi dizer, é onde o nosso coração está.

07
Ago19

Aquele mês de Agosto

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Não fosse eu ser uma pessoa feita de saudade, era mais que previsível este aperto no peito nesta altura do ano. O mês de Agosto de 2018 foi sem sombra de dúvida, o Agosto mais intenso da nossa vida. Por esta altura andávamos na azáfama dos preparativos de um dia, que ainda mal sonhávamos, o quão único ele se tornaria. Foram dias cansativos que suportamos sem nenhum queixume, pois estávamos felizes e ansiosos. Dá para voltar àquele mês de Agosto?

15
Fev19

Jour d'humour

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Neste primeiro São Valentim, enquanto marido e mulher, ele ofereceu-me talvez a prenda mais original de todas. Tive direito a uma caixa de chá toda fofa! Chá biológico de uma das regiões de França que quero muito conhecer um dia, Provença. Era tudo ainda mais fofo se ele dissesse que o chá era para sonhar um bocado com uma viagem lá, em vez de dizer que era para a azia que tenho de vez em quando. Vá, depois de tantos anos o humor mantém-se!

13
Dez18

Lua de mel asiática

A lua de mel foi o momento mais aguardado do ano, ao mesmo par que o nosso enlace. Marcada desde Janeiro, a verdade é que pessoalmente não pensei demasiado nesta viagem no meio de tantos preparativos de um casamento realizado em Portugal. Porém, esta era uma viagem com um destino há muito sonhado, e o primeiro lugar mais longe viajado por nós. Com partida marcada dois dias depois do casamento, foi na véspera que me mentalizei a sério que em menos de 24 horas iríamos viajar para a Ásia.

De malas prontas e dois corações em pulgas, embarcamos no primeiro voo que nos levou à Turquia onde realizamos escala. Durante 4 horas deliciamos-nos com as paisagens vistas do avião, onde conseguimos distinguir Mallorca, Itália e as imensas mesquitas de Istambul. A viagem foi tranquila, e já só pensávamos no próximo voo, com mais do dobro das horas.

Assim que aterramos, pelos vistos já atrasados, corremos em direção à zona de embarque do voo com destino a Bangkok. Mais um bocado de excitação, por sabermos que estávamos a um passo de chegar ao destino, mesmo que ainda tivéssemos 10 horas pela frente!

A viagem correu bem, e não custou assim tanto como pensávamos. Entre as refeições a bordo, ver filmes e dormir finalmente aterramos no destino: Tailândia! 

Começamos pela capital, Bangkok, onde chegamos ao hotel na companhia de uma família portuguesa. Largamos tudo no quarto com vista para a cidade, e pusemos os pés na rua onde o nosso destino era simplesmente nos fundirmos na confusão de Bangkok. Deparamos-nos com ruas repletas de gente, diferentes sabores e odores. Centenas de cabos de eletricidade emaranhados, assim como os carros, motas e tuk tuk a circular. Um calor húmido, num céu cheio de nuvens e poluição que acabou numa chuva torrencial, com a qual fomos brindados logo no primeiro dia.

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Por aqui passamos três dias onde além das ruas que percorremos dia e noite, conhecemos vários templos, andamos de barco e tuk tuk, provamos a gastronomia, descobrimos diversos mercados típicos da Tailândia, falamos com tailandeses e encontramos muitos portugueses, entre tantas outras coisas que encheram a nossa alma. Ao fim destes três dias adotamos o gesto de unir as mãos como algo automático que gerava sempre um sorriso.

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11
Nov18

Núpcias no Douro

O dia após nos casarmos é ambíguo no que toca a sentimentos. Por um lado estamos com o coração farto de amor e felicidade, mas por outro sentimos um certo vazio e até uma pequena tristeza, por algo planeado durante meses ter passado num piscar de olhos! Juntando a esta bipolaridade de sentimentos, o cansaço dos últimos preparativos até ao dia em si, fez-se sentir bastante no dia seguinte.

Depois de uma rápida passagem pela quinta, onde ainda haviam vestígios da  nossa festa, fomos em direção ao merecido descanso. Baião foi a nossa escolha, onde nos esperava um quarto de hotel virado para o Douro. 
Assim que lá chegamos aproveitamos a tarde de sol com um mergulho na piscina e um momento de preguiça nas espreguiçadeiras, onde começamos a sonhar com a nossa lua de mel.
Passeamos pelas vinhas presentes no hotel, e depois de um banho quente fomos jantar. Depois de um jantar divinal, não pensava que aquele hotel me pudesse surpreender mais. Tão errada estava eu! O melhor fica para o fim como se costuma dizer. A meio da noite, vim à varanda e vi o céu mais estrelado que alguma vez vi na vida. Um universo repleto de constelações. Acordei o meu agora marido para ver aquele espetáculo deslumbrante. Ele que se queixou que nunca via estrelas cadentes, viu ali mesmo uma a deslizar pelo céu.

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Sem dúvida um cantinho repousante, que se revelou mágico.

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