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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

22
Out19

O vestido

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O meu vestido de noiva faz parte das melhores recordações que ficaram do nosso casamento. Dou por mim cheia de saudade, quando vejo um casamento em algum filme ou programa de televisão. Fico com vontade de voltar a vesti-lo e sentir-me como naquele dia. Vestida de branco, tule e renda, sentia-me linda por fora mas sobretudo por dentro. Apesar do comprimento do vestido, do saiote, do imenso véu e dos enormes saltos de doze centímetros, sentia-me leve. Leve e imensamente feliz.

07
Ago19

Aquele mês de Agosto

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Não fosse eu ser uma pessoa feita de saudade, era mais que previsível este aperto no peito nesta altura do ano. O mês de Agosto de 2018 foi sem sombra de dúvida, o Agosto mais intenso da nossa vida. Por esta altura andávamos na azáfama dos preparativos de um dia, que ainda mal sonhávamos, o quão único ele se tornaria. Foram dias cansativos que suportamos sem nenhum queixume, pois estávamos felizes e ansiosos. Dá para voltar àquele mês de Agosto?

13
Dez18

Lua de mel asiática

A lua de mel foi o momento mais aguardado do ano, ao mesmo par que o nosso enlace. Marcada desde Janeiro, a verdade é que pessoalmente não pensei demasiado nesta viagem no meio de tantos preparativos de um casamento realizado em Portugal. Porém, esta era uma viagem com um destino há muito sonhado, e o primeiro lugar mais longe viajado por nós. Com partida marcada dois dias depois do casamento, foi na véspera que me mentalizei a sério que em menos de 24 horas iríamos viajar para a Ásia.

De malas prontas e dois corações em pulgas, embarcamos no primeiro voo que nos levou à Turquia onde realizamos escala. Durante 4 horas deliciamos-nos com as paisagens vistas do avião, onde conseguimos distinguir Mallorca, Itália e as imensas mesquitas de Istambul. A viagem foi tranquila, e já só pensávamos no próximo voo, com mais do dobro das horas.

Assim que aterramos, pelos vistos já atrasados, corremos em direção à zona de embarque do voo com destino a Bangkok. Mais um bocado de excitação, por sabermos que estávamos a um passo de chegar ao destino, mesmo que ainda tivéssemos 10 horas pela frente!

A viagem correu bem, e não custou assim tanto como pensávamos. Entre as refeições a bordo, ver filmes e dormir finalmente aterramos no destino: Tailândia! 

Começamos pela capital, Bangkok, onde chegamos ao hotel na companhia de uma família portuguesa. Largamos tudo no quarto com vista para a cidade, e pusemos os pés na rua onde o nosso destino era simplesmente nos fundirmos na confusão de Bangkok. Deparamos-nos com ruas repletas de gente, diferentes sabores e odores. Centenas de cabos de eletricidade emaranhados, assim como os carros, motas e tuk tuk a circular. Um calor húmido, num céu cheio de nuvens e poluição que acabou numa chuva torrencial, com a qual fomos brindados logo no primeiro dia.

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Por aqui passamos três dias onde além das ruas que percorremos dia e noite, conhecemos vários templos, andamos de barco e tuk tuk, provamos a gastronomia, descobrimos diversos mercados típicos da Tailândia, falamos com tailandeses e encontramos muitos portugueses, entre tantas outras coisas que encheram a nossa alma. Ao fim destes três dias adotamos o gesto de unir as mãos como algo automático que gerava sempre um sorriso.

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11
Nov18

Núpcias no Douro

O dia após nos casarmos é ambíguo no que toca a sentimentos. Por um lado estamos com o coração farto de amor e felicidade, mas por outro sentimos um certo vazio e até uma pequena tristeza, por algo planeado durante meses ter passado num piscar de olhos! Juntando a esta bipolaridade de sentimentos, o cansaço dos últimos preparativos até ao dia em si, fez-se sentir bastante no dia seguinte.

Depois de uma rápida passagem pela quinta, onde ainda haviam vestígios da  nossa festa, fomos em direção ao merecido descanso. Baião foi a nossa escolha, onde nos esperava um quarto de hotel virado para o Douro. 
Assim que lá chegamos aproveitamos a tarde de sol com um mergulho na piscina e um momento de preguiça nas espreguiçadeiras, onde começamos a sonhar com a nossa lua de mel.
Passeamos pelas vinhas presentes no hotel, e depois de um banho quente fomos jantar. Depois de um jantar divinal, não pensava que aquele hotel me pudesse surpreender mais. Tão errada estava eu! O melhor fica para o fim como se costuma dizer. A meio da noite, vim à varanda e vi o céu mais estrelado que alguma vez vi na vida. Um universo repleto de constelações. Acordei o meu agora marido para ver aquele espetáculo deslumbrante. Ele que se queixou que nunca via estrelas cadentes, viu ali mesmo uma a deslizar pelo céu.

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Sem dúvida um cantinho repousante, que se revelou mágico.

06
Nov18

A Nossa Vez

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Acordei pensando "É hoje!". O dia começou de forma normal, sem ti ao meu lado, visto termos passado esta última noite a sós. Tomei o pequeno-almoço, fui buscar as flores e ainda dei uma arrumadela à casa, coisas normais do quotidiano, num dia que tinha tudo para ser fora do comum.
A maquilhadora e a cabeleireira foram as primeiras a aparecer em casa. De armas e bagagens, foram-se instalando para me transformarem numa princesa. Fomos conversando serenamente de tudo e de nada. Confidenciaram-me que estavas tranquilo quando te viram momentos antes, o que me surpreendeu, por seres de natureza um pouco nervoso.
Assim que elas terminaram, eu já só queria vestir o vestido. Esperei pelas damas de honor, e por momentos senti uma ponta de stress aparecer. Duas delas acabaram por chegar, e sem mais demoras vestiram-me num misto de alegria e emoção. Corri receber os meus convidados, e entre beijos, abraços e fotografias a derradeira hora chegara.
Entrei no carocha branco dos anos 60 com os meus dois anjinhos, e lá fomos nós em direção à igreja. Entre o espanto de um em andar num carro sem cinto, e o choro de outro por o carro ter tido dificuldade a pegar, houve um momento em que fui invadida por uma enorme emoção. Aquele era o momento.
Assim que chegamos, o meu pai veio buscar-me ao carro para me acompanhar ao altar. A magnífica Ave Maria de Schubert estava a ser cantada quando entrei na igreja, a qual deixei de ouvir assim que comecei a ver os rostos familiares que foram surgindo à minha frente. Acabei presa no teu olhar e no teu melhor sorriso.
Com muita emoção e um pouco de nervos à mistura, a cerimónia decorreu melhor que o esperado. O sacramento do matrimónio, as leituras lidas pelas melhores, o rito judaico e uma declaração de gratidão dirigida aos nossos pais. Não faltaram os sorrisos, as lágrimas, os risos e até as palmas.
Saímos da igreja cobertos pelo meu véu rendado, sobre um manto de capas negras, debaixo de uma chuva de arroz e purpurinas. Beijos, abraços e mil desejos de felicidade. A festa ainda ia no início e os comentários sobre estar tudo a ser magnífico já se faziam ouvir.

17
Out18

Adeus vida de solteira

A três dias de dar o nó, passei uma noite praticamente em branco devido ao stress dos últimos pormenores a tratar. Levantei-me da cama com o pior humor de sempre, e assim que descobri uma borbulha na minha cara, senti que definitivamente os astros não estavam alinhados a meu favor! Decretei naquela manhã que não iria até ao Gerês aproveitar o feriado com os amigos, algo que tínhamos combinado na véspera.
As amigas resolveram aparecer em casa insistindo para eu sair, até que deitada na cama, tal e qual uma criança, desatei a chorar desalmadamente. Elas nunca me tinham visto naquele estado, pelo que acabaram por me dizer que estavam ali para a minha despedida de solteira! Enxaguei as lágrimas e com alguma vergonha, aprontei um saco e obedeci.
Assim que chegamos ao destino e vi a minha irmã, duas primas e as minhas melhores amigas, o meu mau humor sumiu por completo. A partir daquele momento decidi que iria aproveitar ao máximo junto delas.
Em pleno ambiente de natureza apanhamos sol, demos um mergulho e partirmos as nove a aventura. Equipada de um véu, um tutu lilás, e de uma venda nos olhos fui guiada pela floresta por dois cavalheiros. Caminhei numa ponte suspensa completamente às escuras, e assim que me tiraram a venda vi o que me esperava: bem acima das árvores, eu teria de saltar.
Com bastante medo, mas com o incentivo delas bem lá em baixo, saltei. Saltei, gritei e libertei-me. Libertei-me do medo, do stress e da minha vida de solteira! Depois disto senti-me pronta para tudo!
Realizamos outras atividades em conjunto, onde as fobias de algumas foram ultrapassadas e passamos uma tarde bastante divertida, mas também cansativa. Foi com grande satisfação que fomos para o restaurante em forma de chalé ao fim do dia, onde um jantar bastante divertido nos aguardava. Comida, bebida, risos, conversas atrevidas e polaroides. Daqui já só quis acabar a noite a dançar, pelo que as melhores amigas concretizaram o meu desejo, levando-me à discoteca dos meus tempos de estudante onde esgotei o meu stock de energia dançando!
Acordei na manhã seguinte com uma certa dose de ressaca, mas com uma dose ainda maior de gratidão por ter tido um dia tão espetacular e feliz graças a pessoas tão especiais!

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