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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

31
Dez18

Dois mil e dezoito

O ano começou na esperança de acolher um novo e tão desejado membro da família, o meu terceiro sobrinho e primeiro filho da minha irmã. Por alguns percalços nos seus primeiros minutos de vida, só o consegui ver no dia seguinte ao seu nascimento. Vi-o pela primeira vez dentro de uma incubadora, cheia de gratidão, tocando-o fugazmente antes de apanhar mais um voo para longe dele.
Em Fevereiro chegaram os meus 29 anos. Dois dias depois de festejar o último aniversário da década dos vintes, sofri muito com a distância. Dói não estar perto dos nossos nas ocasiões especiais, mas dói bastante mais quando algo de grave acontece e não podemos fazer nada. É uma impotência total. Enchi-me de fé e esperança para que o coração do meu pai, que lhe pregou uma partida, recuperasse. Felizmente recuperou.
Outro coração que apenas será curado com o tempo, é o do meu irmão. O sonho de uma família para a vida toda, terminou. Coisas da vida, que pensamos só acontecer aos outros. Foi um período difícil e atribulado, e que ainda o continua a ser. Um período que me fez passar a ser a irmã mais velha, e não a mais nova, o que sem dúvida me fez crescer. 
Entre tantos corações frágeis, os preparativos para a união oficial do meu coração ao do meu noivo, foram-se concretizando ao longo do ano até à véspera do grande dia. Dissemos sim perante Deus e as nossas famílias, num dia tão especial e memorável. Que tamanha saudade, de um dia de partilha de pura felicidade. E o que de melhor para fazer perdurar a felicidade, senão viajando? Voamos para a Ásia em lua de mel, para um destino tantas vezes sonhado, a Tailândia. Foram dias de descoberta, aventura e de confirmar ainda mais o quanto sou apaixonada pelo mundo.
Despedimos-nos de Agosto com a sensação de ter sido o verão das nossas vidas, o verão com uma das mais belas histórias. Sim uma, pois desejo muitas mais, tão ou mais belas, durante a caminhada que escolhemos viver juntos.
Após tantas emoções, voltei à rotina com alguma dificuldade, entrando num período de uma espécie de "calma após a tempestade", o que me levou a uma fase de introspeção, e no qual ainda me julgo encontrar. É bom olharmos para dentro de nós mesmos e pensar naquilo que realmente nos faz feliz, mas encontrar as respostas que precisamos nem sempre é evidente. Senti então a necessidade de sair um pouco desta rotina trabalho-casa-trabalho que rapidamente se instala, e conhecer mais um sítio novo. Brugge foi a escolhida, num fim de semana frio que nos encheu de espírito natalício em mais um findar de ano.

Poderia resumir dois mil e dezoito numa só, única e importante palavra, família, pelo que foi com ela que fui ter no último dia do ano. Voei para junto deles de forma a entrar em dois mil e dezanove da melhor forma possível, desejando com toda a força que o novo ano me traga a felicidade através das respostas que eu preciso.

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