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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

04
Abr19

Bangkok

Bangkok foi a primeira cidade mais longínqua por nós visitada, fazendo parte da primeira parte da nossa lua de mel na Tailândia, onde passamos três dias. Após um voo de cerca de 10 horas, finalmente aterramos na manhã de um dia que sonháramos há meses.
Depois de todas as formalidades no aeroporto, para entrar no país e para fazer o câmbio de dinheiro, lá nos dirigimos para o transporte que nos levaria bem para o coração da capital. Partilhamos a viagem com uma família de portugueses, os quais iam para o mesmo hotel que nós. Pelo caminho, fomos mergulhando no meio do trânsito intenso desta cidade imensa.

No hotel fomos acolhidos por uma guia espanhola que tomou o tempo de se sentar connosco, abrir um mapa e nos indicar tudo o que havia para fazer ali, e como. Pousamos as bagagens no quarto, que nos deliciou com a vista, e partimos à descoberta.

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As ruas foram surgindo à nossa frente, numa panóplia de confusão, cores, odores, cabos elétricos, carros, motas, crianças com uniformes, comida em cada canto, tudo num ambiente quente e húmido. Andamos até ao mercado asiático, o qual percebemos que funciona mais à noite. Ficamos por ali na margem do rio a contemplar a cidade, sobre a qual as nuvens começavam a acumular-se, as quais nos brindaram mais tarde com a sua chuva. Sabíamos de base que Agosto não é o mês mais indicado para esta parte da Ásia, sendo a época mais propícia às monções, mas ainda assim resolvemos arriscar, conservando a esperança que o tempo estivesse do nosso lado. E a verdade é que até esteve. Só usamos impermeável no primeiro dia, enquanto que nos outros conseguimos escapar às chuvas torrenciais que apareciam, mas que tão depressa desapareciam.

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O jet-lag não perdoou nestes três dias em Bangkok, pelo que acabávamos sempre por dormir pequenas sestas quando voltávamos ao hotel ao fim do dia. De energias recarregadas, lá íamos nós procurar um sítio onde jantar, enquanto mais uma vez percorríamos as ruas desta enorme e confusa cidade. Descobrimos o mercado Patpong, o qual tinham-nos dito ser um mercado mais alternativo, um pouco parecido com Amesterdão. Obviamente que quisemos ir para tirar as nossas próprias conclusões. O mercado em si, tem tudo e mais alguma coisa para trazer em recordação, porém os preços não foram os mais baratos que vimos. Este tem também muita contrafação, como em várias lojas na Tailândia! Quanto ao resto que envolve este mercado... Amesterdão é uma menina! Bares com as famosas mulheres que fazem as coisas mais mirabolantes com a vagina, são às dezenas. Fomos abordados na rua várias vezes, convidados para entrar "Ping-Pong, Ping-Pong!", apresentando-nos uma lista com os vários "espetáculos" propostos. Lançar setas, jogar ping-pong, fumar cigarros, e etc. Por incrível que pareça, é real, mas não quisemos ver para comprovar! Além destas profissionais, nas ruas paralelas a este mercado existe imensa prostituição. Em Amesterdão, temos as famosas vitrines com a Red Light acesa. Aqui temos grupos de mulheres sentadas na rua, cada qual com o seu tema, em frente às lojas. Havia um grupo de militares, um grupo de colegiais, um grupo com a camisa branca de homem, é só escolher a fantasia que queremos satisfazer. Sem dúvida uma rua, na qual passamos um pouco surpreendidos, que nos fez rir!

Estivemos no famoso mercado Asiatique mais do que uma vez, onde há imensas barraquinhas com comida, restaurantes e os famosos petiscos feitos de insetos, que acabamos por não provar. Na última noite resolvemos apanhar uma Tuk-Tuk a partir daqui, na qual nos rimos bastante, pela velocidade estonteante à qual circulava. Pedimos para parar no famoso hotel Lebuá onde existe um dos roof tops mais famosos da cidade! O Sky Bar do filme A Ressaca, e o restaurante Sirocco. Não podíamos perder a chance de subir ao topo de um edifício tão badalado, com uma vista espetacular sobre Bangkok. No entanto as coisas não correram assim tão bem. Chegados ao 64º andar, barraram a entrada ao noivo por ele estar de calções! Acabei por entrar sozinha, enquanto ele aguardou por mim completamente desiludido. Sinceramente tive pena de não poder partilhar com ele a vista noturna estrondosa de Bangkok.

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Nestes três dias passados na capital da Tailândia, fizemos duas excursões: uma aos variados templos que existem pela cidade, e outra a dois mercados atípicos, mas bem famosos por aqui, o Train Market e o Floating Market, experiências maravilhosas que partilharei num próximo relato. Estes passeios ocuparam uma boa parte dos poucos dias aqui, mas ainda assim sentimos que usufruímos bastante na cidade em si, na qual andamos bastante a pé, assim como de Tuk-Tuk e até de barco no rio Chao Phraya.

Bangkok é uma cidade grande e confusa. Reinam os edifícios altos de várias formas e feitios. Uma agitação de veículos, com mais ocupantes que o normal. Odores que enchem as nossas narinas, e que nos fazem querer deixar de respirar. Comida em cada canto, literalmente, com regras de higiene duvidosas. Pessoas a comer em pé, a andar, sentadas, no chão. Muito ar condicionado, ventoinhas, sacos, garrafas, e mais que muito plástico. Noção de preservar o planeta, zero. Aquele calor húmido, que nos deixa todos peganhentos. Lixo acumulado ao fim do dia, com ratos a tirar proveito.

Mas depois há o outro lado da moeda, que nos fez apaixonar por Bangkok. Ruas movimentadas com muita cor. O prazer de comer em cada esquina. O cheiro de fruta fresca, de flores, de comida saborosa acabada de fazer. O sorriso estampado em cada rosto. Sempre. A chuva inesperada que refresca. Os mercados noturnos, com as coisas mais loucas que alguma vez poderíamos imaginar. O contraste de ambiente sentido quando entramos nos templos. E tanto mais que os meus olhos viram, e que o meu coração adorou. Bangkok é sem dúvida uma cidade imperdível para quem vai à Tailândia. Simplesmente amamos!

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Bangkok, quanta vontade de voltar a percorrer as tuas ruas confusas!

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