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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

27
Abr19

1912

É impossível não nos sentirmos privilegiados quando cuidamos de pessoas centenárias. Sinto sempre uma curiosidade e admiração enorme. Esta semana conheci mais uma dessas pessoas, com a bela idade de 107 primaveras! Penso ter sido a pessoa mais velha que até agora conheci. Nascida em 1912, dá para imaginar a vida deste ser que passou por tantas épocas diferentes?

18
Abr19

Maeklong Railway Market

Encantados com o lado espiritual da Tailândia, acordamos para mais um dia de descoberta desta vez fora da capital. No roteiro deste dia estava programado conhecermos o famoso mercado flutuante, pelo que estávamos mais que entusiasmados. Partimos do hotel na companhia de um motorista e de uma guia, desta vez inglesa.

Inicialmente pensamos que iríamos buscar mais pessoas, mas acabámos por chegar à conclusão que iríamos ser apenas nós naquela excursão. Confesso que estranhamos um pouco, para não dizer bastante, sermos apenas dois turistas numa carrinha que dava para mais de sete pessoas, com tantos quilómetros pela frente. Fizemos mil e um filmes na nossa cabeça, desde sequestro a tráfico de órgãos! A verdade é que para além de termos tido um dia espetacular, tivemos do nosso lado a guia mais simpática e generosa de sempre. A nossa mente às vezes vai longe demais!

Durante o trajeto, no qual pensávamos estar a ir para o Floating Market, descobrimos que passaríamos primeiro no Maeklong Railway Market, um mercado não incluído no roteiro, e que estávamos com imensa pena de não conhecer. Escusado será dizer que o entusiasmo só aumentou!

Começamos então a aventura deste dia a mais de 70 quilómetros de Bangkok, mais precisamente em Samut Songkhram, sentados num bar colado a uma linha férrea, com vista para o mercado que se desenrolava ali mesmo. Pedi um smoothie de maracujá, enquanto aguardamos pela passagem do comboio.

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O Maeklong Railway Market é um mercado que acontece em plena linha férrea, a qual continua operacional. Tudo isto tem o seu lado insólito e surreal, por isso dá para imaginar a excitação que estávamos a sentir naquele momento, certo?

Enquanto esperamos, saboreámos as nossas bebidas, trocamos dois dedos de conversa com a nossa guia e eu deliciei-me com um doce feito com côco, que o dono do bar me ofereceu.

Assim que a hora do comboio se aproximou, começou todo o frenesim à volta da sua passagem. O levantar dos toldos, o afastar da linha férrea, e todos os tipos de máquinas fotográficas prontas a captar o momento. Algo sem dúvida diferente, e que estávamos prestes a ver ao vivo e a cores.

O comboio foi-se aproximando lançando as suas típicas buzinadelas, e a admiração foi sendo cada vez maior quanto mais perto ele estava de nós. Num momento ele abrandou um pouco e os motoristas foram brindados com bebidas, enquanto que os passageiros ganharam sorrisos e acenos de mão.

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14
Abr19

Pontos vazios no mapa

"Havia certo romantismo no desconhecido, mas, depois que um local era descoberto, catalogado e mapeado, era diminuído, virava apenas mais um fato empoeirado em um livro, tinha seu mistério diluído. Então talvez fosse melhor deixar alguns pontos vazios no mapa. Deixar que o mundo preservasse um pouco de sua magia, em vez de obrigá-lo a revelar até seu último segredo. Talvez fosse melhor se surpreender de vez em quando."

(Ransom Riggs, Biblioteca de almas)

11
Abr19

Templos em Bangkok

Bangkok é sem dúvida uma cidade de contrastes, prova disso são os imensos templos que existem em plena cidade, e que nos fazem mergulhar instantaneamente noutro mundo. A religião budista está bem presente em toda a cidade, pois além dos enormes templos, há altares em cada esquina, onde os fiéis deixam as suas oferendas.

Acordamos bem cedo no nosso segundo dia na capital, para visitar alguns deles com um grupo orientado por uma divertida guia tailandesa que falava espanhol, ou mais portunhol para dizer a verdade. Ela foi-nos dando informações sobre tudo aquilo que víamos, sobre o país em si, sobre o significado de unir as mãos, gesto tão comum por aqui, até qual o melhor repelente para insetos a usar e as várias utilidades do famoso bálsamo de tigre. Guia mais completa não podíamos ter tido!

Começamos pelo Wat Sukhothai Traimit, em plena Chinatown de Bangkok. Aqui encontra-se o maior Buda de ouro maciço do mundo, que possui mais de cinco toneladas. Sem dúvida deslumbrante! Sendo o primeiro templo budista que visitamos, ficamos logo rendidos a cada pormenor. O brilho de cada detalhe, o tilintar dos sinos, os pés descalços e toda a harmonia sentida.

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Prosseguimos viagem até o Wat Pho, um dos maiores e mais antigos templos de Bangkok que possui mais de mil estátuas, e onde podemos ver o enorme Buda Reclinado. Aqui existem imensas estupas coloridas que albergam as cinzas de pessoas importantes da Tailândia, e vários pequenos jardins com pequenas estátuas. Um espaço verdadeiramente zen que adoramos percorrer, talvez também por não estar cheio de multidões à hora que fomos.

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Este templo é o berço da massagem tailandesa, pelo que se encontram aqui as famosas escolas. Podemos encontrar diversos manuscritos com os ensinamentos esculpidos em várias paredes, numa bonita forma de os eternizar.

Quanto ao Buda Reclinado com cerca de 43 metros de comprimento e 15 metros de altura, foi das estátuas mais difíceis de fotografar, vá-se lá saber porquê! É todo folheado a ouro e as solas dos seus sapatos esculpidas em madrepérola. Nestas magníficas solas podemos observar os 108 símbolos auspiciosos de Buda, ou seja as 108 encarnações de Siddhartha Gautama até alcançar o nirvana. Por este motivo o número 108 é considerado número da sorte por aqui.

04
Abr19

Bangkok

Bangkok foi a primeira cidade mais longínqua por nós visitada, fazendo parte da primeira parte da nossa lua de mel na Tailândia, onde passamos três dias. Após um voo de cerca de 10 horas, finalmente aterramos na manhã de um dia que sonháramos há meses.
Depois de todas as formalidades no aeroporto, para entrar no país e para fazer o câmbio de dinheiro, lá nos dirigimos para o transporte que nos levaria bem para o coração da capital. Partilhamos a viagem com uma família de portugueses, os quais iam para o mesmo hotel que nós. Pelo caminho, fomos mergulhando no meio do trânsito intenso desta cidade imensa.

No hotel fomos acolhidos por uma guia espanhola que tomou o tempo de se sentar connosco, abrir um mapa e nos indicar tudo o que havia para fazer ali, e como. Pousamos as bagagens no quarto, que nos deliciou com a vista, e partimos à descoberta.

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As ruas foram surgindo à nossa frente, numa panóplia de confusão, cores, odores, cabos elétricos, carros, motas, crianças com uniformes, comida em cada canto, tudo num ambiente quente e húmido. Andamos até ao mercado asiático, o qual percebemos que funciona mais à noite. Ficamos por ali na margem do rio a contemplar a cidade, sobre a qual as nuvens começavam a acumular-se, as quais nos brindaram mais tarde com a sua chuva. Sabíamos de base que Agosto não é o mês mais indicado para esta parte da Ásia, sendo a época mais propícia às monções, mas ainda assim resolvemos arriscar, conservando a esperança que o tempo estivesse do nosso lado. E a verdade é que até esteve. Só usamos impermeável no primeiro dia, enquanto que nos outros conseguimos escapar às chuvas torrenciais que apareciam, mas que tão depressa desapareciam.

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