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DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

29
Jun18

Amesterdão

A última viagem que fiz foi em Dezembro, o que já lá vão uns bons meses. Confesso que a vontade de partir conhecer outros lugares tem-se feito sentir, mas tenho uma lua de mel à minha espera daqui a menos de dois meses, por isso há que ser paciente!

O último destino descoberto foi a cidade de Amesterdão, uma cidade que já há muito queríamos visitar. Finalmente metemos o carro na estrada e lá fomos em direção à Holanda pela segunda vez.

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Partimos com o grupo de amigos cá de França, para um fim de semana que acabou por se revelar bastante frio! Paramos algumas vezes pelo caminho, onde apanhamos alguma neve, e após mais de cinco horas na estrada, finalmente chegamos a Amesterdão.

Resolvemos estacionar o carro num parque de estacionamento próximo dos transportes públicos que nos levassem bem ao centro da cidade, e aqui começou a aventura. Saímos do parque os oito: seis adultos, um bebé e uma cadela, e entre a chuva lá corremos até a estação de elétrico mais próxima. Olhamos para os horários sem perceber patavina e sem grande noção para onde havíamos de ir. Chegou um elétrico, no qual começamos a entrar, mas com a confusão só metade de nós entrou. Já dentro do elétrico ficamos sem saber o que havíamos de fazer, até que decidimos sair numa estação onde esperamos pelos restantes. Assim que nos reencontramos apanhamos o bom transporte e lá fomos nós em direção ao centro de Amesterdão, onde a fome já se fazia sentir. Resolvemos almoçar enquanto vagueávamos pelas ruas da cidade, que imediatamente nos surpreenderam pela quantidade de gente que tinham, apesar do frio!

Começamos a passar pelos inúmeros canais que dão o maior encanto a Amesterdão, e as inúmeras bicicletas que já tínhamos visto na cidade de Maastricht, aqui multiplicaram-se. Quem fala em canais fala em pontes, as quais são dos melhores locais para tirar fotografias.

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O nosso destino era a Casa de Anne Frank, a qual estávamos ansiosos por visitar, não fosse a dificuldade que tivemos para obter os bilhetes de entrada. Após várias pesquisas na Internet, o aconselhado é comprar online, mas é preciso estar atento pois os bilhetes esgotam num piscar de olhos. Prova disso, é que só conseguimos obter os bilhetes durante a viagem, após várias tentativas e quando já estávamos em território holandês!

Assim que chegamos a Prinsengracht dirigimos-nos à fila de espera, onde descobrimos que os animais não eram permitidos. Acabamos por ter de fazer a visita separados, o que acabou por nem ser um grande problema, pois uma vez lá dentro acabamos por estar um pouco espalhados. Eu pessoalmente acabei por fazer a visita praticamente sozinha, pois queria absorver tudo aquilo que via.

A Casa de Anne Frank, foi onde ela e a sua família se esconderam durante dois anos durante o período do Holocausto, no famoso Anexo Secreto. Aqui viveram escondidos com outras pessoas, até serem descobertos pelos nazis e enviados para os campos de concentração. Apenas Otto Frank, o pai de Anne sobreviveu. Vários momentos vividos no anexo estão descritos no famoso Diário de Anne Frank, o qual apenas li após a visita ao anexo.

Esta época da história interessa-me bastante, pelo que já vi vários filmes e li livros sobre isto, pois ainda não consigo conceber como é que, numa época não tão distante da nossa, possa ter havido atos de ódio desta dimensão. Visitar a Casa de Anne Frank é sem dúvida algo imperdível, que nos faz refletir sobre muito coisa. Durante a visita o silêncio impera, e cada pessoa absorve as coisas à sua maneira. É tocante.

28
Jun18

Sunset lover

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Os últimos dias têm sido verdadeiramente de verão. O céu completamente azul despido de nuvens, uma brisa quente pelo ar, e um sol bem quente e brilhante que se põe a cada fim do dia. As cores que o céu ganha e a forma como isso nos prende a atenção, faz com que seja impossível não amar o sol e todo o misticismo à volta dele. A única coisa tão bonita como um pôr do sol, só mesmo quando ele volta a nascer a cada manhã.

22
Jun18

Meia década debaixo do mesmo teto

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Precisamente há cinco anos, depois de festejarmos o aniversário do teu pai na véspera, embarcamos no mesmo avião com destino ao início de uma vida a dois.

Com a cabeça repleta de questões e o coração ansioso, encaramos o desconhecido sem medos, pois sabíamos que juntos conseguiríamos de qualquer maneira.

Assim que aterramos e recuperamos as bagagens que traziam consigo recordações de uma vida, fomos até ao apartamento que eu conseguira alugar com a ajuda de uma colega, semanas antes da tua chegada. O apartamento estava longe de ser um luxo e ele encontrava-se totalmente despido, pelo que quando entramos porta dentro viste chegar uma nova página na tua vida, na nossa vida.

Depois de largar as malas, fomos fazer algumas compras ao supermercado, e ao fim deste primeiro dia tive de ir trabalhar para mais um turno noturno. Ficaste só naquele apartamento que ainda não sentíamos como nosso.

Enquanto esperamos que a nossa mobília chegasse, vivemos os dois em modo campismo. Dormimos num velho colchão emprestado e fizemos refeições sentados em caixas de cartão. Quando olhávamos para nós em modo campistas, eu dizia-te "Deixa lá, um dia isto serão recordações que poderemos contar e rir!".

Os móveis finalmente chegaram e aquele lugar tornou-se um pouco mais parecido com um lar. Vivemos naquele apartamento durante aproximadamente um ano, para depois nos mudarmos para aquele onde ainda hoje nos encontramos.

Sei o quanto foi um choque de emoções para ti, o início da nossa vida a dois. Mudar de casa, adaptar-te a um novo país, e sobretudo à região parisiense que parece ter todos os países reunidos, aprenderes uma nova língua, procurares trabalho fora da tua área, os primeiros desentendimentos de viver a dois, entre outros. Sei o quanto te doeu aquela primeira noite, e toda esta nova realidade. Sei disso e muito mais. Sei sobretudo que foi das maiores provas de amor que me deste. Largares tudo para te juntares a mim, e sermos um nós debaixo do mesmo teto.

19
Jun18

Aos teus entas irmã

Hoje poderia dizer tanta coisa sobre uma das pessoas mais importantes da minha vida, mas o meu peito enche-se de saudade, o que torna complicado exprimir-me sem que uma lágrima se solte.

Só quero dizer que apesar de entrares nos temidos "entas", a idade é apenas um número e que esse número dá vontade de rir quando olhamos para ti.

Sorri quando olhares para trás, e vê o quanto acreditaste em dias melhores mesmo que a vida te tenha pregado partidas. Se há um ano o teu dia foi passado numa cama de hospital achando que tinhas perdido o teu filho, hoje olha para os teus braços e enche-o de mimo.

Com o melhor presente que a vida te podia dar, seria perfeito se estivéssemos todos juntos, mas melhores dias virão! Por isso mesmo à distância, estarei presente de todo coração para te dizer que os quarenta te ficam maravilhosamente bem, e que nada neste mundo pode-nos separar.

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