Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DIÁRIO 89

Criando memórias desde 1989

10
Set19

Pisa

Em Fevereiro despedi-me dos 29 viajando até Itália, mais precisamente até Pisa. Entre vários destinos ponderados, não pensei que fosse voltar a Itália onde tinha estado há dois anos atrás. Porém, desta vez incluí no roteiro a cidade que sempre sonhei conhecer, Florença! Mas comecemos por Pisa, a cidade que foi o ponto de partida, na qual aterramos na véspera do meu aniversário.

IMG_2981.JPG

IMG_4028.JPG

IMG_4020.JPG

Depois de uma breve viagem de comboio chegamos ao centro da cidade de Pisa, e sem ainda ter visto a emblemática torre, já estávamos encantados com a cidade que é banhada pelo rio Arno. Entramos Pisa adentro, em direção a um dos mais famosos monumentos do mundo. Com bilhetes comprados antecipadamente e hora marcada, não tínhamos tempo a perder.

Assim que chegamos à Piazza del Duomo e começamos a avistar a torre, foi sem dúvida uma surpresa, pois não pensávamos que ela fosse tão bonita e tão original ao vivo. A surpresa continuou assim que entramos dentro, e constatamos por nós mesmos a inclinação que se torna ainda mais evidente ao longo da subida e descida da torre. No topo da Torre de Pisa, fomos brindados com uma vista incrível sobre a cidade.

IMG_20190221_180408.jpg

IMG_20190221_172521.jpg

IMG_20190221_172259.jpg

Depois de andarmos às voltas dentro de uma torre inclinada, decidimos visitar a Catedral de Pisa assim como o Batistério que se encontram no mesmo local, o que infelizmente acabamos por não fazer, porque estavam a encerrar. Posto isto, sobrou-nos tempo para o quê? Para as típicas fotografias ridículas com a famosa torre! É mesmo ridículo a quantidade de gente em poses bizarras, mas ao mesmo tempo é algo absolutamente impossível de não fazer estando lá!

07
Set19

A vida é bela

Antigo lutador de boxe inglês e tailandês, com o seu francês arranhado pelo sotaque sérvio, de físico outrora imponente, cicatrizes os braços cheios, hoje preso a uma cadeira de rodas, trocada por um andarilho nos melhores dias. Esta é mais uma das pessoas que o trabalho me deu a conhecer.
Ele conheceu as maravilhas do mundo, viu a maior riqueza mas também a mais profunda miséria. Foi recebido duas vezes pelo antigo rei da Tailândia, e até teve a sua escola de boxe em Bangkok. Estas e tantas outras histórias partilhadas por um homem de sorrisos e de enorme gentileza.
Um dia ao fim de mais um turno, rodeado por mim e duas colegas, disse-nos o quanto estava feliz por estar ali rodeado de três mulheres bonitas. Prosseguiu contando-nos que nessa tarde, tinha recebido a visita das netas, que são sempre muito amáveis e trazem sempre o sorriso no rosto. Respondi-lhe que não é de admirar, pois o avô também sorri sempre. Ao que ele diz que sim pois "A vida é bela!". Fui apanhada de surpresa pela resposta, o que me aqueceu ainda mais o coração. Tão bonito e tão raro de se ouvir por ali.
A maior parte daqueles que cuido, estão cansados de viver, dizem-me imensas vezes para não envelhecer, para aproveitar enquanto somos jovens. Trabalhar com estas pessoas é sem dúvida uma aprendizagem constante, onde temos de filtrar o fundamental.
Quero um dia ser como este lutador, que conta as suas aventuras com um brilho nos olhos, de felicidade e não de arrependimento. Que apesar do físico mais abatido, braços marcados de feridas saradas, transparece um coração de bondade imensa. Que o sorriso é tão grande que explode pelos olhos. E que acima de tudo, continua a amar a vida.

05
Set19

Hoje

Se há oito anos conversava com colegas de curso sobre a probabilidade de emigrar, hoje vejo-me a conversar com uma colega sobre a probabilidade de voltar. Se há oito anos procurávamos oportunidades profissionais que se traduziriam em independência e estabilidade, hoje procuramos oportunidades de voltar onde sentimos pertencer. Se há oito anos a nossa preocupação era iniciarmos a nossa vida adulta, hoje é a vida dos nossos que é mais importante. Se há oito anos sentimos revolta por deixar o nosso país, hoje apesar de tudo, sentimos uma enorme paixão por ele. Se há oito anos o desânimo deu lugar à coragem, hoje a saudade dá lugar à vontade de regressar. Se há oito anos soubesse que só hoje falaria sobre o regresso, não sei se teria embarcado nesta aventura. Mas se há oito anos sabia o que sei hoje, sem dúvida teria feito tudo igual.

01
Set19

Setembro

image.jpeg

Setembro começou com a descoberta do Geocaching, um passatempo que apesar de ter ouvido falar nele há uns anos, só hoje decidi experimentar.
Eu e o marido saímos para um passeio no habitual parque perto de casa, desta vez não para caminhar ou correr, mas sim em busca de caches. Estes pequenos tesouros, que são caixas contendo um livro de registos e por vezes objetos, levaram-nos a descobrir cantinhos que desconhecíamos por completo. Hoje foram 8 as caches descobertas, as quais nos deixaram com vontade de descobrir muitas mais!

12
Ago19

Railay Beach

A nossa estadia por Ao Nang foi a parte mais relaxada desta viagem à Tailândia, onde aproveitamos para descansar e repor energias de todas as emoções vivenciadas no nosso casamento. No entanto, com vários dias de dolce far niente, quisemos mexer um bocado daquele lugar para conhecer outras praias. Não muito longe dali, encontrava-se a praia que mais adoramos: Railay Beach. Visto o barco ser o único meio de transporte que nos podia levar lá, apanhamos um dos típicos long tail boat em Ao Nang, e lá fomos nós rumo a este paraíso.
Assim que desembarcamos, em modo meio corpo no mar e não pé na areia, ficamos imediatamente rendidos e com vontade de explorar e aproveitar este lugar. Um lugar repleto de palmeiras, areia, sol e boas energias.

IMG_20180829_114001.jpg

IMG_1908.JPG

IMG_20180829_114230.jpg

FHD0257.JPG

Antes de nos entregarmos a mergulhos e banhos de sol, partimos explorar as ruas que se revelaram uma autêntica surpresa. Ruas com um ambiente bastante alternativo, mas ao mesmo tempo um ambiente que vai de encontro com as boas ondas que a praia nos transmite. Vários comércios, restaurantes e bares de reggae, onde apesar de ser ilegal, existe consumo de droga. Num deles estavam expostas várias bandeiras, e rapidamente encontramos a nossa, a qual apontamos com todo o orgulho. Nisto um senhor de calça vermelha e plumas no cabelo, viu-nos e veio falar-nos num português um pouco arranhado, perguntando-nos se éramos portugueses. Respondemos que sim, ao que ele apontou para o carrinho onde se encontrava uma criança, e disse "Este é o meu filho. Filho de índio português!". Uma situação tão caricata, da qual saímos com um sorriso tonto no rosto!

07
Ago19

Aquele mês de Agosto

E-SESSION-J&G-32.JPG

Não fosse eu ser uma pessoa feita de saudade, era mais que previsível este aperto no peito nesta altura do ano. O mês de Agosto de 2018 foi sem sombra de dúvida, o Agosto mais intenso da nossa vida. Por esta altura andávamos na azáfama dos preparativos de um dia, que ainda mal sonhávamos, o quão único ele se tornaria. Foram dias cansativos que suportamos sem nenhum queixume, pois estávamos felizes e ansiosos. Dá para voltar àquele mês de Agosto?

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.